Pós-Graduação em Representações da Cultura Religiosa (EaD) | 7 de Abril

Este Curso será leccionado no sistema de ensino à distância (EaD) e aborda as diversas
representações da cultura religiosa, em especial no âmbito da Literatura, das Artes e da
Música, com ênfase na tradição cristã.
Pretende-se reflectir sobre as sobreposições entre Religião e Cultura, desde sempre
presentes nas comunidades humanas até à vida contemporânea. Esta PG colocará o foco
no património cultural presente na dimensão religiosa cristã do Ocidente, que marcou
indelevelmente o seu pensamento e cultura, sem esquecer outras influências religiosas.
Espera-se que os alunos adquiram competências gerais de compreensão da forte
influência religiosa presente em todo o campo cultural e da igualmente importante
influência das culturas humanas no domínio do religioso.
Destina-se preferencialmente a estudantes e graduados em Letras, Teologia, Ciência das
Religiões, Música, Artes, Museologia, mas também nas Ciências Sociais e Humanas,
assessoria religiosa e cultural, assim como outros interessados no universo cultural e/ou
religioso em geral.
Estrutura do curso
Esta PG, que conta com um grupo significativo de conferencistas convidados, nacionais
e estrangeiros, prevê 8 módulos de 15 horas cada e no final confere um Certificado de
competências com 24 ECTS.
Módulo 1: Representações literárias do religioso
Módulo 2: O Sagrado Feminino
Módulo 3: Representações religiosas no campo das Artes
Módulo 4: História das Ideias Religiosas
Módulo 5: Religião e Comunicação
Módulo 6: A Música e o divino
Módulo 7: Arte Sacra
Módulo 8: Introdução à Cultura Bíblica
Os módulos que a isso se proporcionem incluirão visitas de estudo (Museus, Biblioteca
Nacional, Torre do Tombo, Sociedade de Geografia de Lisboa e outros locais de
interesse).
Direcção do curso: José Brissos-Lino
Docentes: Alexandre Honrado; Floriana Oliveira; José Brissos-Lino; Lidice Meyer
Pinto Ribeiro; Maria João Pereira Coutinho; Márcia Marat Grilo
Data de início: 7 de Abril de 2022
Horário: pós-laboral, Quintas-feiras, das 18H00 às 22H00 (hora de Portugal)
Inscrições aqui:
https://www.ulusofona.pt/pos-graduacoes/representacoes-da-cultura-religiosa

Curso livre E-learning As Mulheres na Vida de Jesus | 5 de fevereiro

Desde o início da humanidade, a mulher desempenhou os papéis essenciais de reprodução e cuidado, mas também atuou diretamente na institucionalização e preservação da prática religiosa. As mulheres estiveram presentes em toda a vida de Jesus, desde o seu nascimento até a sua morte e ressurreição.  Este curso tem como propósito a releitura crítica das histórias das mulheres nos Evangelhos em seu contexto sociopolítico, econômico e religioso.

 

Direcção e docência: Profa. Doutora Lidice Meyer Pinto Ribeiro (ICC/ULHT)

 

Data: O curso inicia no dia 5 de fevereiro de 2022 e se encerra em 5 de março. Não haverá aula no dia 26 de fevereiro.

 

Horário: As aulas acontecerão ao vivo, aos sábados, às 15h do Brasil / 18 h (Portugal) através da plataforma Zoom.

Cada aula terá a duração de 1 hora de exposição, seguida de 30 minutos para perguntas e debates.

 

Valor do curso: 20 euros

 

Programa do curso:

Aula 1: As mulheres na genealogia de Jesus

Resumo: Estudo das histórias e importância das cinco mulheres presentes na Genealogia de Jesus no Evangelho de Mateus: Tamar, Raabe, Rute, Bate-Seba e Maria.

Aula 2: As mulheres na infância de Jesus

Resumo: Estudo da presença e importância das mulheres na formação de Jesus durante a sua infância.

Aula 3: As mulheres no ministério de Jesus

Resumo: Estudo da vida e importância das mulheres nomeadas que acompanharam Jesus em seu ministério.

Aula 4: As mulheres anónimas na vida de Jesus

Resumo: Estudo das mulheres anónimas que fizeram parte da vida e dos ensinos de Jesus.

 

Mais informações e inscrição e pagamento: https://cursos.lusofona-x.pt/courses/course-v1:LusofonaX+MVJ+00/about

Alimentos Sagrados e Profanos: Uma visão dos alimentos através das espiritualidades | 24 Fev. | Presencial

 Este curso resulta de uma parceria com a Universidade Lusófona e é coordenado por Daniel Mineiro, professor e coordenador de projetos da Universidade Lusófona.O ato de nos alimentarmos é algo precioso no contexto das grandes religiões. Figura divina, homem, mundo e animais são pensados de acordo com uma ética muito específica. Nada é deixado ao acaso, em momento algum a alimentação corresponde a um ter de comer, para sobreviver. Segundo cada visão, existe uma estrutura de mundo, que eleva alguns alimentos ao estatuto de sagrados e desmerece outros, com a denotação de interditos. Este Curso dará conta desta disciplina alimentar, que se vive no seio das grandes religiões e espiritualidades.Como complemento, mas igualmente importante, o curso contempla ainda uma vertente prática, onde teremos aulas de culinária macrobiótica – como cozinhar para as diferentes religiões, tendo em conta as suas especificidades. Objetivos: O Curso Alimentos Sagrados e Profanos será uma grande viagem pelas religiões e espiritualidades. Ao mesmo tempo que abalança na navegação de águas novas, dará conta de regimes alimentares que foram adoptados pelo cristianismo, budismo, islão, esoterismo, judaísmo e Hinduísmo.   Com efeito, permitirá aos alunos:

  • Definir as linhas de pensamento das grandes religiões
  • Perceber quais são os alimentos sagrados e quais são os alimentos profanos, nas diferentes espiritualidades.
  • Elencar que tipo de alimentos são consumidos nos períodos festivos das diferentes espiritualidades.
  • Determinar que tipo de rituais estão associados ao consumo de determinado tipo de alimentos.

Este curso é para si, se:

  • Procura saber mais sobre as grandes religiões.
  • Procura conhecer os regimes alimentares de outras religiões.
  • Procura distinguir os alimentos sagrados dos profanos, segundo o preceito das diferentes religiões.
  • Tem interesse pelos períodos festivos em que diferentes alimentos são consumidos.
  • Tem formação na área da culinária e quer acrescentar conhecimento sobre os vários regimes alimentares associados às religiões.

 

O curso oferece uma conjugação única da experiência de vários formadores, com um vasto conhecimento na área.
PROGRAMA:
24 FEV. – A COZINHA DO SAGRADO com Paulo Mendes Pinto
3 MAR. – NOVOS MOVIMENTOS RELIGIOSOS E A MUDANÇA NA ALIMENTAÇÃO com Jorge Botelho Moniz
10 MAR. – O CUIDAR DO CORPO E A AFIRMAÇÃO TEOLÓGICA com Joaquim Moreira
17 MAR. – O ISLÃO E A ALIMENTAÇÃO com Fabrizio Boscaglia  
17 MAR. – AULA DE CULINÁRIA: ISLÃO com Sónia Jordão  
24 MAR. – O ESOTERISMO E A ALIMENTAÇÃO com Rui Freitas   
24 MAR – AULA DE CULINÁRIA: ESOTERISMO  com Sónia Jordão
31 MAR. – O JUDAÍSMO E A ALIMENTAÇÃO com José Caria Mendes
31 MAR. –  AULA DE CULINÁRIA: JUDAÍSMO com Sónia Jordão
7 ABR. – O CRISTIANISMO E A ALIMENTAÇÃO com José Brissos-Lino e Daniel Mineiro 14 ABR. – O HINDUÍSMO E A ALIMENTAÇÃO com Paulo Hayes
14 ABR. – AULA DE CULINÁRIA: HINDUÍSMO com Sónia Jordão  
 
HORÁRIOS:

  • O curso decorre de 24 de Fevereiro a 14 de Abril.
  • As aulas decorrem às quintas-feiras, das 18h às 19h30h as aulas teóricas e das 19h30 às 21 as aulas de culinária.
  • Carga horária: 18h

  O Curso decorre no formato presencial. Se tiver interesse pelo formato online, por favor entre em contacto connosco através do email: in…@institutomacrobiotico.com

Curso livre em Mística e Místicos no Cristianismo | 2 de Fevereiro | 19h às 21h

Apresentação do Curso

Atualmente o fenómeno místico é objeto de múltiplas abordagens que interessam não só à teologia e à ciência das religiões, como à psicologia, à psicopatologia e até mesmo à psicofísica, com o objetivo de estudar “cientificamente” os fenómenos místicos (levitação, estigmatização, êxtase) que são considerados extraordinários, até serem considerados como provas de santidade ou de união inédita com Deus.
Com origem no termo grego “ocultar”, a mística cristã tem três dimensões: a bíblica, refere-se a interpretações ocultas ou alegóricas das Escrituras; a litúrgica, refere-se à presença de Cristo na Eucaristia; e, a espiritual, o conhecimento contemplativo, ensinando verdades espirituais inacessíveis apenas por meio do intelecto.

Direção do Curso

Luís Larcher

Sub-direção de Curso

Catarina Martins

 

Objetivos

Conhecer a mística cristã, na história do cristianismo, na reflexão teológica e espiritual, na centralidade da Pessoa e do mistério de Cristo, na exegese bíblica, na cultura, na linguagem e na simbólica, e, sobretudo no peso que a mística teve na perceção da união do homem com Deus e dos fenómenos identificadores da presença do Espírito Santo na história da Igreja;
– Conhecer a teologia ascética, mística e espiritual cristã;
– Conhecer os místicos e os desafios que lançaram ao cristianismo;
– Interpretar os fenómenos místicos.

Quero receber informações sobre o curso

Data de Início Prevista: 03/02/2022
Data de Fim Prevista: 30/06/2022
Data Limite de Candidatura: 03/02/2022

Horário Previsto: 19:00 às 21:00

Programa do curso:

1. Mística e Misticismo
2. História da Mística
3. Sustentação Teológica, Bíblica e Padres da Igreja
4. Ascese e Mística
5. Mística Cristã
– Práxis: Eros e Ágape
– Desejo de Deus e do Amor
– Mística e Afetividade
– Corpo Espiritual
– Caminho da Conversão
– Lectio Divina e Meditação
6. Experiência Mística Cristã: identidade e estrutura
7. Elementos constitutivos do misticismo cristão: a experiência mística, passividade e conhecimento contemplativo
8. Tipos de experiência mística cristã: essência mística; misticismo nupcial; misticismo de ausência.
9. Dons e Fenómenos Místicos
10. Estudos filosóficos da mística
11. Mística e Poesia
12. Figuras Místicas no Cristianismo Antigo, mensagem e impacto na cultura e teologia cristãs
13. Figuras Místicas na Idade Média, mensagem e impacto na cultura e teologia cristãs
14. Figuras Místicas na Época Moderna, mensagem e impacto na cultura e teologia cristãs
15. Figuras Místicas na Época Contemporânea, mensagem e impacto na cultura e teologia cristãs
16. Místicos Portugueses

Curso online “Especialização em História de Israel e Cristianismo das Origens” | 8 de abril

Objetivo: compreender as bases da civilização ocidental que se construiu essencialmente sobre os pilares do mundo greco-romano, do profetismo hebraico e do cristianismo, com as contribuições da cultura islâmica, os condicionamentos geopolíticos e as relações diplomáticas globais.

Início das aulas síncronas dia 8 de abril.
Duração total: 10 meses.

informações e inscrições: https://www.ucs.br/site/especializacao/detalhes/historia-de-israel-e-cristianismo-das-origens-presencial-digital/

“Matar os nossos deuses” – a propósito do Dia Mundial da Religião

“Matar os nossos deuses” – a propósito do Dia Mundial da Religião

Vítor Rafael | 14 JAN

Celebra-se neste terceiro domingo de janeiro o Dia Mundial da Religião, que promove a ideia da compreensão e a paz entre todas as religiões. Através de uma série de eventos realizados em todo o mundo, os seguidores de todas as religiões são incentivados a conhecer e a aprender mais acerca das outras religiões e respetiva fé. Reconhecendo-se que, durante séculos, as diferentes religiões e credos lutaram muitas vezes entre si, ignorando muitos dos seus valores comuns, torna-se, pois, necessário que se trabalhe em prol de um entendimento pacífico entre todos.

De facto, as religiões sempre foram foco de discórdia e conflito, promovendo por vezes o uso da violência em nome de Deus. No caso particular do cristianismo, estando atualmente dividido em três grandes grupos – católico, ortodoxo e protestante – com um sem número de diferentes denominações independentes com as suas referenciadas culturas, ritos e credos, sempre existiram focos potencias de discórdia e conflito. Mas será o sagrado violento por natureza? Será que o Deus das três religiões abraâmicas é deveras violento? Como interpretamos hoje a violência tantas vezes contida nos textos sagrados?

Sendo verdade que a religião tem sido muitas vezes instrumentalizada pelo poder político para fins violentos, o fenómeno da violência no religioso é também ele associado aos fundamentalismos, decorrente de leituras literais e legalistas dos textos sagrados. A imagética que se tem acerca de Deus, principalmente essa negativa e destrutiva, sempre tem acompanhado todo o processo de compreensão do transcendente. Seria necessário, como apontou o teólogo José Maria Mardones, “matar os nossos deuses”, de maneira que se possa aceder à verdadeira imagem de Deus, que para os cristãos é plenamente revelada através de Jesus. Perante a ideia de um deus irado e vingativo apresentado pelos seus conterrâneos, Jesus contrapõe um Deus de paz, amoroso e pleno de misericórdia para com todos.

Neste terceiro milénio, num mundo cada vez mais globalizante, impõem-se agora novos desafios às igrejas, onde o discurso religioso terá de se adequar à mentalidade pós-moderna, repensando muitas das suas metanarrativas e discursos dogmáticos, os quais estão muitas vezes na génese de movimentos fundamentalistas ultraconservadores.

Relembra-se o discurso proferido pelo antigo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon na abertura da Semana Mundial da Harmonia Inter-religiosa, em fevereiro de 2013: “Para milhares de milhões de pessoas em todo o mundo, a fé é um alicerce essencial da vida. Ela proporciona força em tempos de dificuldade e um importante sentido de comunidade. A grande maioria das pessoas de fé vive em harmonia com os seus vizinhos, qualquer que seja o seu credo, mas cada religião também abriga uma estridente minoria preparada para afirmar doutrinas fundamentalistas através do fanatismo e violência extrema. Estes actos são uma afronta à herança e aos ensinamentos de todas as grandes religiões. Eles também violam a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma o direito de todos à liberdade de pensamento, consciência e religião. É imperativo que a maioria moderada se habilite de forma a permanecer firme contra as forças do extremismo. Mas, isto só pode ser alcançado através de uma forte liderança.”

Para tal, torna-se assim, mais do que nunca, necessário persistir na importância do diálogo interconfessional entre todas as religiões como ação profilática contra a violência. Relembrando uma das grandes teses do teólogo Hans Küng: “Não há paz entre as nações sem paz entre as religiões. Não há paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões. Nenhum diálogo entre as religiões sem investigação da fundação das religiões.” (O Cristianismo. Essência e História, Círculo de Leitores, 2002)

Dos vários modelos propostos para o diálogo inter-religioso, não poderíamos deixar de destacar o do próprio Jesus. Sendo ele próprio um judeu, cuja religião sublinhava a eleição exclusiva dos judeus como povo de Deus, não deixa de ser marcante que, durante o seu ministério, tenha estabelecido encontros com uma mulher fenícia e com uma samaritana. Uma das suas mais célebres parábolas, a parábola do Bom Samaritano e até a referência que Jesus fez acerca da fé de um oficial romano deixam, desde logo, exemplos notáveis da sua abertura aos pagãos.

O anúncio do Reino de Deus por Jesus, cujo manifesto não é tanto um conjunto de crenças ou dogmas – algo que por vezes promove barreiras, cismas – mas o paradigma da sua própria vida, a proclamação das boas novas em favor dos pobres e oprimidos (Evangelho de Lucas 4:16-19), abre as pontes para o diálogo, a paz e concórdia entre as religiões. Afinal a compaixão, umas das características mais marcantes da pessoa de Jesus e objeto da Sua mensagem, poderá ser, assim, um grande polo de união entre as diferentes religiões na luta contra a pobreza, o analfabetismo, o trabalho infantil, o assédio às mulheres, o terrorismo, a destruição do meio ambiente e a exploração dos marginalizados, incluindo os emigrantes.

 

Vítor Rafael é investigador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo, da Universidade Lusófona

Veja mais em: https://setemargens.com/matar-os-nossos-deuses-a-proposito-do-dia-mundial-da-religiao/?utm_term=Padre+preso+na+%3F%3Fndia+acusado+de+converter+hindus&utm_campaign=Sete+Margens&utm_source=e-goi&utm_medium=email

O Prof. Pedro Pereira, investigador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo/CICMER acabou de publicar a obra “Em busca da saúde: O culto da Senhora da Saúde numa perspectiva antropológica”

O Prof. Pedro Pereira, investigador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo/CICMER acabou de publicar a obra “Em busca da saúde: O culto da Senhora da Saúde numa perspectiva antropológica” (ed. HUMUS, Porto, ISBN: 9789897556807).
Trata-se dum trabalho centrado no culto da Senhora da Saúde.

SINOPSE: Considerando o elevado prestígio de que se reveste o saber biomédico na atualidade, no presente livro procura-se compreender as motivações que levam as pessoas a recorrer à Senhora da Saúde para lidar com a doença, com o sofrimento
e para promover a sua saúde.
A interligação entre saúde e religião presente neste culto sugere a necessidade da realização de uma genealogia das conceções de saúde, de doença e das estratégias de cura, ao longo da história do cristianismo e do período precedente.
Tendo como alicerces a antropologia da religião e da saúde, o culto em causa é situado no universo de devoção mariana, descrevendo o seu nascimento, o seu desenvolvimento e a sua difusão.
Articulando o espaço com o movimento, são analisados os lugares de culto da Senhora da Saúde e descritos os movimentos de crentes e de imagens.

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A corte omíada de Córdova – Palestra com Elsa Cardoso

A CORTE OMÍADA DE CÓRDOVA
Um modelo de sociedade de corte islâmico 

Palestra com Elsa Cardoso (Universität Hamburg)

16 dez. ’21
18h (hora de Lisboa)
Via Zoom (livre, sem inscrição): https://videoconf-colibri.zoom.us/j/83658297381

No contexto do Seminário Permanente de Estudos Islâmicos (Universidade Lusófona)

RESUMO

 

No século X assistimos na Península Ibérica à construção de uma complexa sociedade de corte, reflectida especialmente na edificação da cidade palatina de Madinat al-Zahra, em Córdova, capital do Califato Omíada do al-Andalus. Quer os relatos presentes nas fontes escritas, quer os testemunhos arqueológicos e de cultura material transmitem-nos uma abundante linguagem ritual e burocrática, apenas existente em sociedades de corte desenvolvidas. Contudo, o modelo de sociedade de corte ocidental, especialmente aquele reflectido pela corte de Versalhes de Luís XIV, continua a ser um paradigma, identificado comummente como o modelo original do que deve ser uma verdadeira corte. Esta sessão tem como objectivo reflectir sobre os conceitos e dinâmicas dos modelos de sociedade de corte islâmica, tentando desta forma desmontar o papel que o imaginário normativo ocidental, frequentemente orientalista, continua a ter a este respeito.

A ORADORA

 

Elsa Cardoso é Research Fellow do RomanIslam – Center for Comparative Empire and Trancultural Studies (Universität Hamburg) em Estudos Árabes e Islâmicos, desenvolvendo a sua investigação em história do al-Andalus, especialmente dedicada à corte e cerimonial dos omíadas de Córdoba, adoptando uma perspectiva comparada com os omíadas de Damasco, abássidas e fatímidas, bem como o Império Bizantino e o Reino Visigodo, herdado pelos omíadas no al-Andalus. Embora os estudos de corte sejam um campo estabelecido para a cronologia europeia moderna, as cortes islâmicas carecem de uma investigação consistente. Nesse sentido, a sua tese de doutoramento (Universidade de Lisboa, 2020), intitulada “The door of the caliph: from the conceptualization to the articulation of ceremonial”, em cuja publicação está actualmente a trabalhar, considera a conceptualização da corte omíada do Al-Andalus, o palácio, o califa e a sua sociedade. Publicou diversos artigos e capítulos em revistas como Medieval Encounters e volumes como Byzantium in Dialogue with the Mediterranean (Brill), promovendo perspectivas comparativas no âmbito mediterrânico. Da mesma forma, tem participado em eventos científicos internacionais, como o International Medieval Congress of Leeds ou o Seminar Les Califats de l’Occident Islamique (Casa de Velázquez, CSIC). Leccionou nas licenciaturas de História e Estudos Asiáticos da Universidade de Lisboa, coordenou um curso de pós-graduação em história do al-Andalus na Universidade de Hamburgo e organizou o workshop internacional The Umayyads-From West to East: New Perspectives, no RomanIslam Centre, Universidade de Hamburgo.

ORGANIZAÇÃO E CONTACTO

 

Fabrizio Boscaglia
(fabrizio.boscaglia@ulusofona.pt)

Linha de Investigação em Herança e Espiritualidade Islâmica (Área de Ciência das Religiões – ULHT)

Seminário Permanente de Estudos Islâmicos: https://cienciadasreligioes.ulusofona.pt/noticias/8742/

NOVO Livro de José Brissos- Lino: “A TEOLOGIA DE JESUS: Tudo o que o Mestre falou”

A TEOLOGIA DE JESUS: Tudo o que o Mestre falou
Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas, 2021Autor: José Brissos-Lino
Prefácio de Viriato Soromenho Marques

O livro agora publicado, da autoria do Prof. José Brissos-Lino, é extremamente inovador e constitui um excelente contributo científico que todos os estudantes de Teologia e Ciência das Religiões ganhariam em ler. O objecto da investigação a que o autor se propôs era simples: realizar o levantamento exaustivo de todo o discurso directo de Jesus Cristo, o fundador do cristianismo, plasmado nos quatro Evangelhos canónicos, e depois organizá-lo tematicamente, de modo a que nos pudéssemos aperceber, quer das grandes ênfases do seu pensamento, quer das matérias menos relevantes ou mesmo ausentes do seu discurso.
Procurou-se que este livro surgisse o menos enviesado possível, do ponto de vista doutrinário e confessional, permitindo assim leituras diversas por parte dos diferentes ramos religiosos que se inserem na fé cristã, ou dela se reclamam. Para tal o autor optou por se apoiar o mais possível nos próprios textos bíblicos e menos na produção teórica dos teólogos, esperando que o resultado seja útil para o fim em vista.
Numa recensão crítica à obra, Vítor Rafael diz: “Ao longo dos oitos capítulos que compõem o livro, e com base em inquérito efetuado aos discursos e às “frases soltas” de Jesus constantes nos quatro Evangelhos, o autor analisa magistralmente a doutrina, a ética e a espiritualidade de Jesus. No capítulo sétimo, em jeito de sumário, discorre
acerca dos equilíbrios necessários em matéria doutrinária contra certos exageros hermenêuticos praticados por muitas das instituições religiosas na atualidade (…). Esta obra, com um título bem ousado e original, pretende marcar certamente um novo marco nas linhas de investigação em torno do pensamento teológico de Jesus.”
O Prof. Viriato Soromenho Marques, que escreve o Prefácio, refere-se deste modo à obra do autor: “É nesta paisagem conturbada que merece saudação a obra de José Brissos-Lino que estas palavras prefaciam. O seu breve ensaio, rico de clareza, rigor e substantivo conteúdo, é um importante contributo para o retorno às raízes da mundividência cristã, através do discurso directo de Cristo, tal como é exposto no texto dos quatro Evangelhos. Este exercício ultrapassa, amplamente, o plano de um estudo académico no domínio das ciências da Religião, que também sabe ser (…).
Muito mais do que um assunto confessional, neste livro procura-se contrariar, no seu tempo e modo próprios, a erosão do sistema imunitário cultural da nossa sociedade, exposto aos crescentes e mais ousados avanços da barbárie, sob todas as suas modalidades. Também por isso, o que este livro oferece aos seus leitores pode bem ser
classificado como um generoso serviço público.”

Cocurador convidado da exposição «O Poder da Palavra», no Museu Calouste Gulbenkian é Fabrizio Boscaglia, professor universitário e investigador na Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona

Chamada aberta para «O Poder da Palavra IV»

De 20 de novembro a 15 de dezembro, estão abertas as candidaturas para participar na próxima edição do projeto curatorial «O Poder da Palavra», sob o tema «Sabedoria Divina: o Caminho dos Sufis».

 

O projeto O Poder da Palavra inclui uma série de intervenções curatoriais participativas na Galeria do Oriente Islâmico do Museu Calouste Gulbenkian.  Iniciado em 2018, as suas várias edições têm explorado temas tão diversos como o lugar das mulheres na arte islâmica, a peregrinação ou as narrativas universais interpretadas em contextos culturais diversos.

A quarta intervenção desta série intitula-se Sabedoria Divina: o Caminho dos Sufis. No Sufismo, a mística islâmica, a experiência estética tem um caminho muito próprio: arte e poesia são duas manifestações da beleza e da majestade de Allah.

Sabedoria Divina: o Caminho dos Sufis propõe investigar os objetos da coleção do Museu Calouste Gulbenkian que se relacionam com o Sufismo, e, em cada um, procurar a harmonia, a unidade e a sensibilidade que mostram o caminho para o maravilhamento, a inspiração e a pacificação.

Enquanto projeto curatorial participativo, procura criar um espaço de encontro, partilha e reflexão em torno dos objetos da coleção e da poesia sufi. Em conjunto, participantes, curadores e mediadores refletem sobre as manifestações sufis na arte e encontram poemas que revelam ou dialogam com as mensagens veiculadas pelo Sufismo.

O projeto destina-se tanto a pessoas com curiosidade sobre o Sufismo, como às que já se relacionam com este. A participação contempla três sessões de trabalho (uma online e duas presenciais) e uma pesquisa individual de poesia. As línguas de comunicação preferenciais são o português e o inglês.  Todas as línguas maternas são bem-vindas!

O cocurador convidado desta edição é Fabrizio Boscaglia, professor universitário e investigador na Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona.

 

Como funcionará o projeto?

A partir desta chamada aberta, são selecionados 12 participantes para integrar um grupo de trabalho com os curadores e mediadores. As pessoas interessadas deverão candidatar-se até ao dia 15 de dezembro.

O formulário de candidatura estará disponível nesta página a partir de 20 de novembro.

A resposta será enviada até ao dia 15 de janeiro de 2022. A seleção dos candidatos irá obedecer aos seguintes critérios:

  1. Motivação pessoal e/ou profissional em fazer parte do projeto;
  2. Diversidade de perfis, permitindo o encontro entre quem já conhece o Sufismo e aqueles para quem este é uma novidade;
  3. Diversidade de línguas, origens culturais e interesses; dada a natureza da coleção, um elemento de preferência é o conhecimento ou o estudo de uma língua do Médio Oriente, sendo que os idiomas de comunicação preferenciais serão o português e/ou o inglês.

 

O que é esperado dos participantes?

Cada participante será convidado a refletir e a contribuir de forma criativa para a exposição final. O grupo de trabalho encontra-se na primeira sessão online (em janeiro) e em duas sessões presenciais (em fevereiro). A partir de um conjunto de obras apresentado pelos curadores, o grupo seleciona poemas que possam integrar a exposição, a página do site, entre outros meios de comunicação. O trabalho de recolha e seleção dos poemas é feito individualmente, entre as sessões presenciais. Estimamos que a participação total no projeto irá requerer cerca de 16 horas (8 horas de trabalho de grupo e 8 horas de trabalho individual).

 

Formulário de Inscrição

Veja mais em: https://gulbenkian.pt/museu/chamada-aberta-para-o-poder-da-palavra-iv/

Expo sobre Sufismo no Museu Gulbenkian: Fabrizio Boscaglia é co-curador convidado

O Museu Gulbenkian dedica uma exposição ao Sufismo (mística islâmica), cujo co-curador convidado é o nosso professor Fabrizio Boscaglia, coordenador da Linha de Investigação Herança e Espiritualidade Islâmica na Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona.

O título da exposição, a arrancar em 2022, é Sabedoria Divina: o Caminho dos Sufis.

Trata-se de um projeto inovador, no contexto do programa «O poder da palavra», sob a coordenação da curadora Jessica Hallet, e com a participação do público em oficinas online e presenciais.

Informações e candidaturas: https://gulbenkian.pt/museu/chamada-aberta-para-o-poder-da-palavra-iv/

FÓRUM TEÓFILOS | Partilha e discussão entre amantes de Teologia

Iniciado há cerca de dois anos e sempre acreditando que seria possível haver um diálogo saudável entre católicos e de outras confissões cristãs, designadamente protestantes e evangélicas, criou-se um espaço à reflexão teológica e ao diálogo ecuménico / interconfessional. Neste grupo de partilha e discussão para os amantes de Teologia e que deverá ser único aqui em Portugal, pretende-se que seja um espaço de livre pensamento, tendo-se como pressuposto o respeito mútuo entre todos os intervenientes e maturidade para a discussão de todos os temas publicados. Neste momento ultrapassámos já os 350 membros, sendo a grande maioria católica, muitos deles padres jesuítas, inclusive redentoristas e franciscanos. Temos igualmente pastores protestantes e evangélicos que assumem igualmente um discurso de tolerância e ecuménico. Fazem igualmente parte das políticas deste grupo, a interdição a qualquer discurso apologético, o recurso a qualquer tipo de linguagem que seja ofensiva e que não respeite as ideias maduramente as ideias de cada membro.

Convidamos professores, alunos do Curso de Ciência das Religiões ou similares, bem como a todos os interessados a visitar o grupo no link disponibilizado em baixo.

https://www.facebook.com/groups/527791304538791

Foucault e o Sufismo, palestra com Teresa Xavier (18 nov. ’21)

MICHEL FOUCAULT: POLÍTICA, ESPIRITUALIDADE E SUFISMO
Palestra com Teresa Xavier (Loughborough University)
18 nov. ’21
18h30 (hora de Lisboa)
Via Zoom, livre, aberto a todos (sem inscrição): https://videoconf-colibri.zoom.us/j/83658297381
Seminário Permanente de Estudos Islâmicos da Universidade Lusófona

RESUMO
Esta comunicação, com o título “Michel Foucault: política, espiritualidade e sufismo”, tem como objecto de estudo o conceito de ‘espiritualidade política’ de Michel Foucault. No âmbito da obra do autor, este conceito surge, e é sobretudo discutido, a propósito de duas visitas que o autor fez ao Irão, em 1978, durante a Revolução Iraniana, a pedido do jornal italiano Corriere della Sera. Por essa razão, para melhor se entender a espiritualidade política foucaultiana, neste texto, estudaremos o conceito com a ajuda do caso iraniano e das suas profundas e ancestrais raízes no Sufismo. Por outro lado, definiremos os conceitos foucaultianos de espiritualidade e de política com a ajuda de três outras noções: êxtase, uso e cuidado.

A ORADORA
Teresa Xavier Fernandes é licenciada em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa. Fez o mestrado em política comparada, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com uma dissertação intitulada “Fábrica de Braço de Prata, um caso de democracia participativa?”. A seguir rumou a Inglaterra onde se doutorou na Universidade de Loughborough, em Teoria Política, com uma tese sobre o pós-anarquismo, com o título: “The Postanarchist, an activist in a ‘heterotopia’: building an ideal type”. Pertence ao Anarchist Research Group, da Universidade de Loughborough, e a sua área de investigação é a filosofia continental contemporânea. Paralelamente é jornalista, mantendo uma colaboração com a Radio France Internationale desde 2008. É também mãe de 4 filhos.

ORGANIZAÇÃO E CONTACTO
Fabrizio Boscaglia
(fabrizio.boscaglia@ulusofona.pt)
Linha de Investigação em Herança e Espiritualidade Islâmica (Área de Ciência das Religiões – ULHT)
Seminário Permanente de Estudos Islâmicos: https://cienciadasreligioes.ulusofona.pt/noticias/8742/

Diálogo islamo-cristão na Fundação João XXIII com Fabrizio Boscaglia

Diálogo islamo-cristão avança, também graças às atividades do nosso professor Fabrizio Boscaglia, coordenador da Linha de Investigação Herança e Espiritualidade Islâmica na Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona.

Eis o relato de uma recente atividade dele, decorrida na Semana de Estudos Mestre, quem é o meu próximo?, Na Fundação João XXIII – Casa do Oeste (Patriarcado de Lisboa), em Ribamar (Lourinhã)

«Uma manhã rica de conhecimento conduzida pelo prof. Fabrizio Boscaglia da Universidade Lusófona. Uma lição sobre o Islão, da qual retiramos que afinal são mais as coisas que nos aproximam do que as que nos afastam; que a espiritualidade se pode buscar e trabalhar a partir de qualquer ponto ou crença; Deus é Amor; fonte inesgotável de compaixão por todas as suas criaturas.»

(Alda Vicente, em Grito Rural, revista da Casa do OestePatriarcado de Lisboa)⁣

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