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Frei Bento Domingues, primeiro director da Licenciatura em Ciência das Religiões na Un. Lusófona, acaba de ser agraciado com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Minho.

Frei Bento Domingues, primeiro director da Licenciatura em Ciência das Religiões na Un. Lusófona, acaba de ser agraciado com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Minho.

Através do site 7MARGENS, pela pena de António Marujo, ficamos a saber da base da justificação desta distinção: Frei Bento é, “por certo, o maior teólogo” da Igreja Católica em Portugal e é uma “voz grande da cultura portuguesa”, afirmou Moisés Lemos Martins, director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Un. do Minho.

Figura marcante da nossa sociedade, Frei Bento Domingues nunca desistiu duma atitude interventiva, questionadora e inquietante. Quando em 2012, Julieta Mendes Dias e Paulo Mendes Pinto levaram a cabo um volume de homenagem a este teólogo, o título foi: Frei Bento Domingues e o incómodo da coerência (Paulinas Editora). Frei Bento é incómodo e é coerentemente incómodo.

Longo seria o historial das actividades e das atitudes de Frei Bento. Na década de “década de 1990, chegou a ser convidado pelo então reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP), padre Isidro Alves, para professor da respectiva Faculdade de Teologia e membro da equipa da revista teológica Communio. “Pedi-lhe garantia de que teria plena liberdade de ensino e ele respondeu que não o poderia fazer. Por isso, disse-lhe que não ia. Se fosse, corria o risco de perder um amigo e isso eu não queria”. A liberdade de pensamento e de consciência é a ferramenta da sua coerência. Como afirmava, “Tive sempre relação com universidades, mas as não-confessionais”.

Quando em 1997 a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias pediu a Frei Bento Domingues que dirigisse o projecto de Ciência das Religiões, fê-lo na plena consciência de quem tinha à frente. Com uma vida cívica de já, então, mais de quarenta anos, e com um caminho teológico na mesma escala, Bento Domingues era uma figura ímpar da cultura portuguesa, e a marca a deixar no projecto seria inevitavelmente forte. A liberdade de pensamento por ele e pelo Pastor Dimas de Almeida, seu companheiro no arranque desse projecto, perduram até hoje como marca no nosso ADN. Por esse projecto único, a Universidade Lusófona atribuiu-lhe a Medalha de Ouro de Reconhecimento e Mérito, a 19 de Janeiro de 2005.

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